O governo federal desconsidera os preceitos constitucionais do padrão de qualidade na educação e também da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ao insistir na intenção política de diferenciar as carreiras do Magistério Superior (MS) e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), e ainda fragmentá-las internamente.
A análise foi feita na última reunião dos representantes do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN, realizada após a oficina do grupo de trabalho (GT) para a reestruturação da carreira docente, do dia 8 de dezembro, quinta-feira.
Para os representantes do setor, as falas dos representantes do governo no decorrer da oficina evidenciam o desrespeito à natureza própria da atividade acadêmica e à autonomia universitária, ao incentivar o caráter produtivista predatório às instituições.
Nesse contexto, de acordo com Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do Sindicato Nacional e coordenador do setor das Ifes, a lógica do governo opera a partir da visão geral de que o desenvolvimento na carreira e a remuneração estão atrelados ao que considera ser um trabalho mais produtivo, num sistema de pontuação em ciclos de curto prazo.
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Fonte: ANDES-SN
